O Partido Progressista é um dos mais antigos do cenário atual, e pode ser considerado um dos herdeiros da União Democrática Nacional que deu seguimento a Arena. Sua verdadeira origem, porém, se deu ainda no período da redemocratização do país. Um dos primeiros atos para a abertura democrática aconteceu quando Paulo Maluf enfrentou os militares e derrotou o candidato do governo na eleição em SP, tornando-se o primeiro governador eleito contra o regime. Em 1985, ainda denominado PDS (Partido Democrático Social), o partido lança dois nomes como pré-candidatos à presidência da República como Sucessor de João Figueiredo. O acordo era de quem vencesse a convenção seria o novo presidente.

Desta forma de um lado estava o ministro do interior Mário Andreazza e do outro o ex-governador e deputado federal Paulo Maluf. O ex-governador ganha a convenção e é indicado pelo partido para a eleição indireta. Traições e infidelidades ocorreram e o partido foi rachado para a eleição, resultando na vitória de Tancredo Neves que contava com a simpatia dos militares que Paulo Maluf havia derrotado na convenção. 

Mesmo sabendo que não venceria as eleições, o deputado Paulo Maluf manteve sua candidatura até o final e garantiu que o processo de transição ocorresse conforme legislação eleitoral vigente. 

Em 1989 o PDS lança novamente o nome de Paulo Maluf como candidato à Presidência, mas o vitorioso seria Fernando Collor. Após análises e estudos o partido resolve em 1993 se fundir ao então PDC (Partido Democrático Cristão), surgindo à legenda PPR (Partido Progressista Reformador), nome mantido até o reagrupamento de forças estaduais de perfil moderado de centro-direita e conservador. Em 1995, o Partido Progressista Reformador promovia nova fusão, agora com o Partido Progressista (PP), legenda criada no ano anterior, também por agregação de outras forças partidárias. Nascia, então, o Partido Progressista Brasileiro (PPB), desde logo comprometido com o apoio ao Plano Real e à estabilização econômica do Brasil.

Passados oito anos o partido resolve simplificar seu nome e adota como sigla apenas PP (Partido Progressista), ganhando, desde então, mais força no eleitorado, por se tratar de um partido consistente, atuante e de direita no país, tendo como exemplo de representantes Paulo Maluf e Francisco Dornelles que contribuíram para o processo democrático do país e têm histórias de realizações para o nosso povo.